Mergulhar
500m
Você chegou à camada do pré-sal!
Foi uma longa jornada, não é? Mergulhamos por nosso passado, presente e futuro para chegar a 7 mil metros de profundidade, na camada de extração do pré-sal. Aproveite que chegou até aqui e explore abaixo mais sobre o futuro da nossa energia.
Fotografia de mergulhador submerso, usando equipamento profissional.
40m
Mal começamos e já atingimos o limite de profundidade
autorizado para mergulhos recreacionais.
Fotografia de mergulhador submerso, usando equipamento profissional.
40m
Mal começamos e já atingimos o limite de profundidade
autorizado para mergulhos recreacionais.
Fotografia de três filefishes nadando.
200m
Nesta profundidade, você pode encontrar
peixes peculiares, como o filefish.
Fotografia de três filefishes nadando.
200m
Nesta profundidade, você pode encontrar
peixes peculiares, como o filefish.
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200m
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Explore águas
ultraprofundas em
um mergulho de
7.000 metros e
descubra tudo
sobre o pré-sal

Essa história começa há mais de 100 milhões de anos, e agora dita o presente e futuro da nossa energia

Você sabia que o processo de formação do pré-sal é bem mais antigo do que o próprio ser humano? Sim! Mas a descoberta da camada do pré-sal só foi feita em 2006, por nós, e colocou a Petrobras em uma posição estratégica em relação à grande demanda de energia mundial.

Você sabia que o processo de formação do pré-sal é bem mais antigo do que o próprio ser humano? Sim! Mas a descoberta da camada do pré-sal só foi feita em 2006, por nós, e colocou a Petrobras em uma posição estratégica em relação à grande demanda de energia mundial.

Hoje, a produção em águas ultraprofundas já é uma realidade consolidada e assume um papel importante na transição energética global. Afinal, os poços do pré-sal são de altíssima produtividade e seu petróleo tem a menor emissão de gases poluentes do setor. Em outras palavras: geramos mais energia e menos impactos ao meio ambiente!

Em 202292%

de nossa produção total no Brasil aconteceu em águas profundas e ultraprofundas

Já são mais de 15 anos vencendo desafios todos os dias graças a uma tecnologia desenvolvida especialmente para o pré-sal. Muitas delas foram desenvolvidas dentro do nosso próprio centro de pesquisa, o CENPES. Um exemplo é a técnica de processamento que ajudou a mostrar claramente a posição da rocha do pré-sal.

De lá pra cá, nós fechamos parcerias com fornecedores, com universidades, contratamos sondas de perfuração, plataformas de produção, navios, submarinos e estamos movimentando toda a indústria da energia.

Até 2027 78%

da nossa produção total virá do pré-sal

Fotografia de um peixe-lua nadando.
800m
Por aqui, vive o peixe ósseo mais
pesado do mundo: o peixe-lua.
Fotografia de um peixe-lua nadando.
800m
Por aqui, vive o peixe ósseo mais
pesado do mundo: o peixe-lua.

Conheça o lugar onde
toda a tecnologia
acontece

A exploração e a produção de petróleo e gás natural são as nossas atividades centrais. E, dentro disso, as bacias são o nosso local de trabalho. A área do pré-sal, conta com uma área total de 150.000 km², sendo que temos direitos de exploração e produção em 16% do espaço, ou seja, 23.800 km². Conheça o chamado Polígono do pré-sal.

Ilustração de parte do mapa dos estados brasileiros, mostrando apenas a região onde localizado o Polígono do Pré-sal.

Dentro dessa área, nós trabalhamos principalmente em duas bacias diferentes: a Bacia de Santos e a Bacia de Campos. E como a maioria das grandes empresas de óleo e gás, atuamos em parcerias utilizando consórcios na exploração de blocos e na produção de campos de óleo no Brasil, principalmente em águas ultraprofundas.

Nós lideramos e operamos consórcios de Exploração e Produção e somos responsáveis por alguns dos principais projetos em desenvolvimento, como Mero (Petrobras 40%, Shell 20%, TotalEnergies 20%, CNODC 10% e CNOOC 10%), o Berbigão, o Sururu e o Oeste de Atapu (todos com Petrobras 42,5%, Shell 25%, TotalEnergies 22,5% e Petrogal 10%).

Esses consórcios também incluem alguns dos maiores campos em produção do Brasil, como o Tupi (Petrobras 65%, Shell 25%, Petrogal 10%), o Sapinhoá (Petrobras 45%, Shell 30%, Repsol Sinopec 25%), o Roncador (Petrobras 75%, Equinor 25%), a Tartaruga Verde (Petrobras 50%, Petronas 50%) e Búzios (Petrobras 92.612%, CNOOC 3.694% e CNODC 3.694%).

Acreditamos que a Bacia de Santos é um dos locais de exploração offshore mais promissores do mundo, com a parte sul, e a mais prolífica da região do pré-sal. Nossas atividades do pré-sal na Bacia de Santos começaram com a aquisição de blocos no início dos anos 2000.

Três campos se destacam dos demais: Búzios, Mero e Tupi. Conheça a seguir.

Campo de Búzios

 

É o maior campo produtor de petróleo do país. Um gigante em quantidade e também em tamanho: seu reservatório tem espessura de até 480 metros — quase 100 metros maior do que a altura do morro do Pão de Açúcar! E sua enorme extensão, de 852 km², corresponde a 115 mil campos de futebol.

A maior plataforma de petróleo do Brasil também fica em Búzios: a FPSO Almirante Tamandaré. Com 182 metros, ela tem a altura de cinco estátuas do Cristo Redentor. Em outubro de 2025, a Almirante Tamandaré chegou a 270 mil barris produzidos por dia.

2018

Início das operações

2020

Já era responsável por mais de 20% de toda a produção de petróleo da Petrobras

2024

Atingiu uma produção total acumulada de 1 bilhão de barris de óleo equivalente.

2025

Alcançou o recorde de produção de 1 milhão de barris por dia, e a expectativa é ultrapassar a marca de 2 milhões até 2030.

Campo de Tupi

  • Foi onde extraímos o primeiro óleo de pré-sal na Bacia de Santos.
  • É o maior campo produtor de petróleo em águas profundas do mundo, com mais de 2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) extraídos.
  • Sua capacidade de produção supera a marca de 1 mmboe/d.

Campo de Mero

  • Aqui foi implantado o primeiro Sistema de Separação de Alta Pressão Submarina (HISEP®), tecnologia inédita e patenteada pela Petrobras que, após autoconsumo no FPSO, reinjeta toda a produção de gás com 45% de teor de CO2 no reservatório.
  • Está localizado na porção noroeste do bloco de Libra, onde atuamos em consórcios com outras empresas do setor.
  • Em 2022, instalamos o primeiro sistema definitivo no campo, o FPSO Guanabara, com capacidade para processar 180 mil barris de petróleo por dia.
  • A estimativa para o campo de Mero é um retorno de mais de 3 bilhões de barris de recuperação de petróleo até 2048, com um pico de produção anual de 600 mbbl/d.

A Bacia de Campos é uma das principais e mais prolíficas bacias offshore de petróleo e gás do Brasil, em operação desde a década de 1970, composta majoritariamente por reservatórios do pós-sal. E foi lá onde tudo mudou: em 2008, no Campo de Jubarte, foi onde extraímos o primeiro óleo de pré-sal do mundo.

Também foi na Bacia de Campos que colocamos em operação a primeira plataforma flutuante FPSO do mundo, crucial para a exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas.

E passados mais de 50 anos desde a identificação da primeira jazida na região, a bacia está longe do esgotamento. Recentemente, fizemos novas descobertas em sua camada pré-sal, que abrem caminho para uma nova frente exploratória — é a prova que a área ainda tem potencial a ser desenvolvido e continuará sendo estratégica para o país.

Conheça 5 inovações que nos permitem explorar todo o potencial do maior campo de pré-sal do mundo

Vamos manter nosso protagonismo em petróleo e gás, enquanto inovamos para liderar a busca global por uma transição energética segura e justa. Para isso, estamos sempre envolvidos com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para explorar e produzir com o menor impacto possível.

Em 2021 e 2025, nossas inovações no Campo de Búzios nos renderam dois prêmios Distinguished Achievement Award, da OTC, considerados um dos principais reconhecimentos do setor global de energia. Conheça algumas das inovações utilizadas nos nossos campos de pré-sal.

01Aquisição sísmica 4D sistemática para incorporar a passagem do tempo ao modelo digital do reservatório

Ilustração de barco emissor e barco receptor conectados a receptores no fundo do oceano, representando a tecnologia sísmica 4D.

Por meio da emissão de ondas ultrassônicas que refletem no reservatório e retornam com dados, conseguimos definir altura, comprimento e profundidade, construindo uma imagem do reservatório. E a grande novidade da nova tecnologia, que conta com sensores posicionados no solo marinho e já está em uso no campo do Búzios, é crucial para entendermos melhor como os fluidos - óleo, gás e água - se comportam lá dentro do reservatório: o fator tempo.

A partir de levantamentos sísmicos sistemáticos e de estudos para esquadrinhar a configuração do reservatório, conseguimos decidir os próximos passos, como onde perfurar determinado tipo de poço, alavancando a produção e reduzindo custos.

02Poços especiais de aquisição de dados para melhor determinar a extensão do reservatório

Modelagem 3D de um terreno repleto de elevações.

Além da aquisição sísmica 4D, vamos perfurar os chamados “poços de aquisição de dados” para identificar com maior precisão os limites do reservatório e ampliar ainda mais o conhecimento do campo de Búzios, onde cinco plataformas já estão em operação. Buscamos ainda aumentar o potencial de produção do campo a partir dos dados obtidos com essa tecnologia.

03Poços com configuração de “completação inteligente” para monitorar a produção em tempo real

Fotografia das instalações de uma plataforma offshore da Petrobras.

Foi no campo de Búzios que construímos o primeiro poço com uma metodologia inédita de “completação inteligente” a poço aberto, que será adotada de forma maciça para melhorar o desenvolvimento dos campos do pré-sal. Amplamente utilizada pela Petrobras, a completação inteligente consiste em preparar um poço para produzir de forma remota, por meio da instalação de sensores.

A novidade é que, desta vez, conseguimos instalar parte dos equipamentos diretamente no poço aberto - ao invés de colocar um revestimento cimentado sobre o reservatório, sem abrir mão da segurança. Isso reduz o tempo de construção em 15 dias, levando a uma economia média de US$ 14 milhões por poço – diárias de sondas de perfuração de poços são uns dos principais custos dos projetos.

A inovação traz outra vantagem valiosa. A partir dela, podemos monitorar, em tempo real, os dados de produção e o desempenho dos poços, além de controlar remotamente a vazão, melhorando o gerenciamento do reservatório e otimizando a produção.

04Novos modelos de sistemas submarinos para impulsionar a produção e aumentar o fator de recuperação

Imagem em 3D de um sistema submarino da Petrobras, composto por linhas flexíveis.

Pegamos todo o conhecimento que acumulamos em mais de 16 anos de atuação no pré-sal e desenvolvemos um novo modelo de Árvore de Natal Molhada (ANM). Criada a partir das lições aprendidas em toda a nossa jornada por águas ultraprofundas, a ANM 2.0 viabiliza a completação inteligente e o gas lift – método de injeção de gás comprimido para elevar artificialmente os fluidos – até mesmo de óleos com alto teor de contaminantes.

Atuamos com menor quantidade de dutos rígidos: com oito polegadas de diâmetro, possibilitam uma maior produtividade dos poços produtores e aumentam a nossa capacidade de injeção – aqui complementada por outra inovação, um sistema de injeção simultânea de água e gás (WAG loop), que tem demonstrado ótimos resultados no fator de recuperação do reservatório.

Um método de recuperação secundária, com injeção de dióxido de carbono (CO2), torna ainda mais eficiente o deslocamento de água no interior do reservatório, impulsionando a produção. Novos suportes para interface dos risers com as plataformas aumentam a segurança operacional, por reduzirem a necessidade de operações de mergulho para inspeção e manutenção.

05Super FPSO: unidades de produção de alta capacidade para operar no nosso gigante Campo de Búzios

Imagem em 3D de uma plataforma do tipo FPSO da Petrobras no oceano.

A Almirante Tamandaré, maior plataforma de petróleo do Brasil, faz parte de uma nova geração de plataformas do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo). Desenvolvidos a partir do conhecimento acumulado no pré-sal, esses Super FPSOs produzem mais petróleo e são mais sustentáveis. A Almirante Tamandaré, inclusive, é a primeira plataforma do Brasil a ter a Certificação “Sustainability-1 Notation”, que reconhece a redução do impacto ambiental causado por todo o ciclo de vida da embarcação.

Com o pré-sal, produzimos mais petróleo e poluímos muito menos

Os poços de petróleo do pré-sal são muito mais produtivos, mas também emitem muito menos gases poluentes. Isso significa que podemos gerar mais energia, mas causar menos danos ao meio ambiente.

Imagem em 3D de um barril transparente com uma mínima quantidade de petróleo em seu interior.

41 mil barris por dia

Apenas dois anos depois do início da nossa operação em águas ultraprofundas no pré-sal, atingimos a marca de 41 mil barris por dia.

Com o pré-sal, produzimos mais petróleo e poluímos muito menos

Imagem em 3D de um barril transparente com poucos centímetros de petróleo em seu interior.

500 mil barris por dia

O rápido crescimento comprova a alta produtividade dos poços em operação e representa uma marca significativa na indústria do petróleo, principalmente porque tudo isso acontece em águas profundas e ultraprofundas. Apenas 11 anos depois, nossa plataforma de petróleo Almirante Tamandaré passou a produzir sozinha, no Campo de Búzios, metade dessa quantidade: são 250 mil barris de petróleo por dia!

Com o pré-sal, produzimos mais petróleo e poluímos muito menos

Imagem em 3D de um barril transparente com petróleo até quase a metade do seu interior.

1 milhão de barris por dia

Foram necessários 45 anos para que a nossa empresa alcançasse a marca de um milhão de barris de petróleo produzidos por dia, em 1998. No pré-sal, alcançamos esse resultado em oito anos! Nossa operação evoluiu tanto desde então que agora produzimos um milhão de barris de petróleo somente no Campo de Búzios.

Com o pré-sal, produzimos mais petróleo e poluímos muito menos

Imagem em 3D de um barril transparente com petróleo até a metade do seu interior.

1,4 milhão de barris por dia

Com o pré-sal, produzimos mais petróleo e poluímos muito menos

Imagem em 3D de um barril transparente com quase repleto de petróleo em seu interior.

2,06 milhões de barris por dia

Passados mais de 16 anos desde o início de nossas operações em águas ultraprofundas, o pré-sal responde hoje por 80% da produção da Petrobras – e por mais de 1/3 da produção da América Latina.

Com o pré-sal, produzimos mais petróleo e poluímos muito menos

Imagem em 3D de um barril transparente com quase repleto de petróleo em seu interior.

Recorde de produção

Batemos recordes de produção no 3T25, com destaque para o Pré-sal, que representou a maior parte. A produção própria do Pré-sal foi de 2,56 MMboed (do total de 3,14 MMboed) e a operada atingiu 3,88 MMboed (de 4,54 MMboed).

O primeiro lugar onde se descobriu petróleo do
pré-sal foi na mente de grandes profissionais

Conheça algumas profissões que transformaram o pré-sal
em realidade e como elas trabalharam no processo.

Fotografia de uma cientista em frente a uma projeção na parede de uma modelagem 3D de um terreno.

Geólogos

Uma das principais missões dos geólogos na Petrobras é descobrir novas fronteiras de exploração e produção de petróleo. Para isso, os profissionais devem efetuar o mapeamento geológico de projetos exploratórios, analisar dados e potenciais, quantificar incertezas e riscos, e muito mais.

Fotografia de um Engenheiros químicos.

Engenheiros químicos

Esses profissionais precisam ter amplo conhecimento de matemática, processos, operações unitárias, termodinâmica, cinética... Com essa união de expertises, nossos engenheiros químicos viabilizaram a produção de petróleo em águas ultraprofundas e, também, participam do desenvolvimento de biocombustíveis.

Fotografia de um homem utilizando óculos de Realidade Virtual em frente a uma projeção na parede de uma operação da Petrobras.

Especialistas em transformação digital

Para encontrar petróleo a mais de sete mil metros de profundidade, é preciso muita tecnologia. Por isso, nossos profissionais das áreas de transformação digital e de TI são fundamentais para identificar tecnologias que aprimorem nossa atuação e nos ajudem a inovar cada vez mais.

Entenda mais sobre a formação do pré-sal e suas características

Ilustração de um barco na superfície do oceano, com as marcações de profundidade de 0 m e 1.000 m.
Ilustração de uma camada de rochas com alguns poços de pós-sal, com a marcação de profundidade de 2.000 m.
Ilustração de uma camada de sal abaixo da terra, com as marcações de profundidade de 3.000 m e 4.000 m.
Ilustração da camada de pré-sal, com as marcações de profundidade de 5.000 m, 6.000 m e 7.000 m.
Ilustração de um barco na superfície do oceano, com as marcações de profundidade de 0 m e 1.000 m.

Uma pergunta que ouvimos bastante é: pré-sal, o que é?

O pré-sal são rochas sedimentares que foram formadas há mais de 100 milhões de anos com a separação dos atuais continentes sul-americano e africano. Com essa separação, surgiram grandes depressões que deram origem a diversos lagos, que mais tarde foram conectados aos oceanos.

Nas regiões mais profundas destes lagos começaram a acumular grandes quantidades de matéria orgânica de algas microscópicas. Esta matéria orgânica, misturada a sedimentos, formou o que são as rochas que geram o óleo e o gás do pré-sal.

Ilustração de uma camada de rochas com alguns poços de pós-sal, com a marcação de profundidade de 2.000 m.
Ilustração de um barco na superfície do oceano, com as marcações de profundidade de 0 m e 1.000 m.Ilustração de uma camada de rochas com alguns poços de pós-sal, com a marcação de profundidade de 2.000 m.

Conchas e rochas calcárias e os reservatórios de pré-sal

Nas partes mais rasas destes lagos, em grandes ilhas lacustres, surgiram as chamadas conchas calcárias que se acumularam cada vez mais com o passar do tempo. Mais pra frente, essas conchas 'ganharam a companhia' de depósitos de estromatólitos, que nada mais são do que tipos de algas que formam rochas calcárias. Tanto as conchas calcárias quanto as rochas calcárias compõem os principais reservatórios do pré-sal.

Ilustração de uma camada de sal abaixo da terra, com as marcações de profundidade de 3.000 m e 4.000 m.
Ilustração de um barco na superfície do oceano, com as marcações de profundidade de 0 m e 1.000 m.Ilustração de uma camada de rochas com alguns poços de pós-sal, com a marcação de profundidade de 2.000 m.Ilustração de uma camada de sal abaixo da terra, com as marcações de profundidade de 3.000 m e 4.000 m.

A camada do pré-sal

Por causa do clima árido daquele tempo, a evaporação intensa da água marinha provocou a acumulação de sais, o que criou a camada do pré-sal, uma espécie de proteção que impedia que o petróleo 'escapasse' e chegasse à superfície.

Ilustração da camada de pré-sal, com as marcações de profundidade de 5.000 m, 6.000 m e 7.000 m.
Ilustração de um barco na superfície do oceano, com as marcações de profundidade de 0 m e 1.000 m.Ilustração de uma camada de rochas com alguns poços de pós-sal, com a marcação de profundidade de 2.000 m.Ilustração de uma camada de sal abaixo da terra, com as marcações de profundidade de 3.000 m e 4.000 m.Ilustração da camada de pré-sal, com as marcações de profundidade de 5.000 m, 6.000 m e 7.000 m.

Profundidade do pré-sal

A profundidade total do pré-sal passa dos 7 mil metros, o equivalente à altura do ponto mais alto da Cordilheira dos Andes! A qualidade do petróleo do pré-sal é altíssima — assim como a pressão da água no local. O que muitos chamavam de impossível, nós usamos de combustível: mergulhamos de cabeça em pesquisas e inovações para desenvolver tecnologias exclusivas, que nos permitiram chegar aonde ninguém mais havia estado.

Ilustração de um barco na superfície do oceano, com as marcações de profundidade de 0 m e 1.000 m.

Uma pergunta que ouvimos bastante é: pré-sal, o que é?

O pré-sal são rochas sedimentares que foram formadas há mais de 100 milhões de anos com a separação dos atuais continentes sul-americano e africano. Com essa separação, surgiram grandes depressões que deram origem a diversos lagos, que mais tarde foram conectados aos oceanos.

Nas regiões mais profundas destes lagos começaram a acumular grandes quantidades de matéria orgânica de algas microscópicas. Esta matéria orgânica, misturada a sedimentos, formou o que são as rochas que geram o óleo e o gás do pré-sal.

Ilustração de uma camada de rochas com alguns poços de pós-sal, com a marcação de profundidade de 2.000 m.

Conchas e rochas calcárias e os reservatórios de pré-sal

Nas partes mais rasas destes lagos, em grandes ilhas lacustres, surgiram as chamadas conchas calcárias que se acumularam cada vez mais com o passar do tempo. Mais pra frente, essas conchas 'ganharam a companhia' de depósitos de estromatólitos, que nada mais são do que tipos de algas que formam rochas calcárias. Tanto as conchas calcárias quanto as rochas calcárias compõem os principais reservatórios do pré-sal.

Ilustração da camada de pré-sal, com as marcações de profundidade de 5.000 m, 6.000 m e 7.000 m.

Profundidade do pré-sal

A profundidade total do pré-sal passa dos 7 mil metros, o equivalente à altura do ponto mais alto da Cordilheira dos Andes! A qualidade do petróleo do pré-sal é altíssima — assim como a pressão da água no local. O que muitos chamavam de impossível, nós usamos de combustível: mergulhamos de cabeça em pesquisas e inovações para desenvolver tecnologias exclusivas, que nos permitiram chegar aonde ninguém mais havia estado.

Toque nas camadas

Confira os melhores momentos
da história do pré-sal até aqui

2006

2006

Primeira descoberta comercial do pré-sal no Brasil.

2008

Início da Produção no pré-sal no campo de Jubarte, localizado na Bacia de Campos.

2009

Início da Produção no pré-sal da Bacia de Santos.

2010

Entrada do primeiro grande sistema do pré-sal na nossa operação. Um navio-plataforma em Angra dos Reis.

2013

Surgimento do Acordo da Partilha de Produção. Esse é um dos regimes vigentes para a exploração do petróleo no Brasil.

2015

Recebemos o Distinguished Achievement Award da Offshore Technology Conference (OTC), uma espécie de Oscar do nosso segmento, por todas as tecnologias desenvolvidas para o pré-sal.

2016

Atingimos o recorde de produção de 1 milhão de barris por dia.

2017

Iniciamos a produção no Bloco de Libra, na Bacia de Santos. Ele é um dos mais produtivos do mundo.

2018

Entrada em operação do navio-plataforma P-74, o primeiro das sete unidades que contribuíram para o aumento da nossa produção.

2019

Recebemos da OTC Brasil mais um Distinguished Achievement Award, dessa vez pelo conjunto de inovações implantadas durante o Teste de Longa Duração (TLD) de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

2021

A nossa produção total de petróleo em águas profundas e ultraprofundas representa 95% do total.

2021

Conquistamos um novo Distinguished Achievement Award da OTC, pelo conjunto de inovações desenvolvidas para viabilizar a produção de Búzios, o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo.

2022

Ultrapassamos, pela primeira vez, a marca de 2 milhões de barris de pré-sal produzidos por dia. Nesse ano, o recorde foi de 2,2 milhões de barris por dia.

2022

Nosso programa de captura, uso e armazenamento (CCUS) de CO2 foi reconhecido pela Global Status of CCUS 2021 como o maior do mundo, em volume anual, e manteve o título nos anos seguintes.

2023

Completamos mais de 16 anos de produção no pré-sal, que, neste ano, representou 78% da produção total da Petrobras e mais de ⅓ da produção da América Latina.

2025

Atingimos nossa maior quantidade de barris de petróleo da história no 3T25, graças ao Pré-sal, que já representa 80% da nossa produção. 2,56 MMboed (Milhões de barris de óleo equivalente por dia) (de 3,14 MMboed da produção própria) 3,88 MMboed (de 4,54 MMboed da produção operada).

2025

A plataforma FPSO Almirante Tamandaré passa a ser a nossa unidade de maior produção diária: sozinha, ela produz mais de 250 mil barris por dia! É a plataforma do projeto Búzios 7, premiado na OTC Brasil 2025 pelas inovações tecnológicas pioneiras utilizadas no Campo de Búzios.

2006
2008
2009
2010
2013
2015
2016
2017
2018
2019
2021
2022
2023
2025

Como o petróleo do pré-sal está ajudando a viabilizar a transição energética?

O mundo ainda precisa do petróleo para gerar sua energia, e o pré-sal está nos ajudando a fazer isso de maneira mais limpa. O motivo é simples: seu petróleo emite até 70% menos gases poluentes equivalentes por barril do que a média mundial.

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê uma demanda de 20 milhões de barris de petróleo por dia em 2050 — e detalhe: este petróleo ainda não foi descoberto. A exploração e produção de petróleo no pré-sal nos possibilita produzir energia acessível para a sociedade, com uma operação segura, eficiente, de baixo custo e com menos emissões.

Outra iniciativa complementar que estamos colocando em prática é a descarbonização das nossas operações, reduzindo as emissões de carbono em outras atividades, como no refino para transformar o petróleo em produtos para o dia a dia dos brasileiros.

Por que novas fronteiras de petróleo do pré-sal são importantes?

Para fazer uma transição energética justa, em que todos possam ter acesso, estamos conciliando a busca de novas fronteiras de exploração de petróleo no pré-sal com diferentes projetos de energias renováveis. Assim, garantimos que não irá faltar energia para ninguém e nenhum brasileiro ficará para trás.

Na prática, o próprio retorno financeiro da produção no pré-sal também ajuda a viabilizar investimentos em fontes renováveis de energia, como é o caso dos projetos de energia eólica offshore, em alto-mar.

Até 2030 pretendemos investir quase US$ 7,1 bilhões na exploração de novas fronteiras de óleo e gás — sendo a maior parte do valor destinada às Margens Sul e Sudeste e à Margem Equatorial.

Conhecer nossas novas fronteiras

Conheça algumas tecnologias que fazem a diferença no nosso
dia a dia

O conhecimento e a experiência na prática são fatores decisivos em todas as áreas da vida. Com a gente não é diferente! Foi pesquisando e colocando a mão na massa que tivemos a capacidade de aprimorar e criar novas tecnologias e desenvolver soluções inovadoras para atuar de forma sustentável e com redução de emissões em águas ultraprofundas. Toda essa evolução veio com premissa de máxima segurança e mínimo impacto possível. Confira algumas delas.

Em quais tecnologias estamos investindo?

Todos os dias, nos deparamos com novos desafios que precisam ser superados. Por isso, nos unimos a startups, universidades e outras instituições, por meio de um programa de inovação aberta, para criar projetos e tecnologias que impulsionem o valor e a competitividade de nossos negócios no pré-sal — com foco na descarbonização de nossas operações. Conheça algumas.

Geração submarina de energia

Desafio: reduzir dependência da queima de gases com alto teor de CO2

Saber mais

Sistema de geração/captação de energia submarina capaz de alimentar um sistema de separação do CO2 por alta pressão (HISEP). Pode ser integrado a outras tecnologias, como a própria geração de H2, power from shore, eólica offshore, etc.

Captura e Estocagem de CO2

Desafio: aprimorar desidratação de gás natural no pré-sal

Saber mais

Método que permita realizar medidas em correntes contendo CH4, CO2 (altas concentrações) e H2O em altas pressões. O objetivo é inferir o desempenho dos processos de desidratação e condições que resultam em problemas na operação.

Tecnologias de conversão de CO2

Desafio: viabilizar técnica e economicamente o processo

Saber mais

Tecnologias de conversão de CO2 em produtos de valor agregado via eletrorredução, com impacto no indicador de Inventário de Gases de Efeito Estufa (IGEE).

Otimizações potenciais em plantas All Electric

Desafio: prever melhorias relevantes em plantas eletrificadas

Saber mais

Sistema preditivo que contribua para a redução de CAPEX, pegada de carbono e Inventário de Gases de Efeito Estufa em plantas All Electric concebidas por conceitos de ciclo combinado, captação em água profunda, entre outros.

Novas tecnologias de inspeção

Desafio: reduzir riscos humanos em tanques de FPSOs

Saber mais

Robô do tipo crawler (ou solução equivalente) capaz de percorrer as paredes de tanque de FPSOs, superando interferências e obstáculos, para realizar inspeção visual e medição de espessura.

Você tem a solução que nós
precisamos? Vamos trabalhar juntos!

A Petrobras é uma empresa de inovação aberta e está de portas abertas para parcerias que nos ajudem a construir um mundo mais sustentável, conciliando o foco em óleo e gás com a diversificação em negócios de baixo carbono.

Conheça o Conexões para Inovação
O pré-sal é uma camada de reservas de petróleo localizada abaixo de uma espessa camada de sal no fundo do mar, onde o petróleo está localizado. Essa formação geológica é considerada uma das maiores descobertas de petróleo das últimas décadas e está situada principalmente nas bacias de Santos e Campos.
O pré-sal é uma formação geológica específica onde há reservas de petróleo. Além do pré-sal, é possível extrair petróleo de outros reservatórios, inclusive em terra firme.
O pré-sal é fundamental para viabilizar a transição energética por ter poços de petróleo com alta produtividade e a menor emissão de gases poluentes do setor global. Na prática, o pré-sal é uma área estratégica para a exploração e produção de petróleo no Brasil, e nos permite gerar a energia que o país precisa e causar menos impactos ao meio ambiente!
A descoberta do pré-sal foi feita pela Petrobras em 2006, no litoral brasileiro.
O pré-sal é importante para garantir a segurança energética do Brasil — ou seja, para gerar a energia para todos e suprir a demanda ainda existente por petróleo.

Além disso, a produção na camada do pré-sal também ajuda no desenvolvimento social e econômico do país, com novos empregos e renda.
A exploração de petróleo no pré-sal é feita por plataformas FPSO em profundidades de até 7 mil metros. Essas plataformas extraem o petróleo e o gás natural da camada do pré-sal e fazem o armazenamento.

O petróleo é depois transferido para um navio aliviador, que transporta o óleo para um terminal terrestre. Já o gás natural é enviado para a terra por meio de gasodutos e/ou é reinjetado no reservatório.